Património


No dia do solstício de Verão, um passeio ao longo do rio Jamor, através do circuito pedonal inaugurado em 01 de Maio de 2021. Águas cristalinas, verde abundante, um passeio aprazível desde o Centro de Canoagem (Cruz Quebrada) até ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha.

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Com a devida vénia, reproduzimos a conversa havida entre José d’Encarnação e Salvato Teles de Menezes, integrada nas Conversas de Cascais, sob o tema Cascais, a Guarda Avançada de Lisboa. Conforme nos diz José d’Encarnação:

«A conversa foi gravada num monumento emblemático de Cascais: a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz! Insere-se nas comemorações dos 657 anos da elevação de Cascais a vila.

Aí vai o atalho para quem tiver pouco mais que 21 minutos para ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=RwZH3q29lwk

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Estará disponível ao público, a partir do próximo dia 12 de Maio, no Palácio do Egipto, em Oeiras, a Exposição FORTIFICAÇÕES DE OEIRAS – Património do Tejo e do Mundo, que conta com a parceria entre a Câmara Municipal de Oeiras e a Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras na sua organização e conta ainda com a colaboração do Núcleo de Fotografia de Oeiras, no que concerne a disponibilização de imagens da zona ribeirinha e das suas fortificações.

Atendendo às restrições que se mantêm quanto à utilização de espaços deste tipo, a Espaço e Memória irá organizar visitas guiadas, a cargo de Joaquim Boiça, o comissário desta exposição, em dias a anunciar, mediante inscrição prévia dos interessados. Tão brevemente quanto possível divulgaremos essas datas de visita e o modo de inscrição.

Estas visitas guiadas são destinadas exclusivamente aos associados da Espaço e Memória e seus familiares e aos elementos do Núcleo de Fotografia de Oeiras.

Apresentamos o anúncio oficial efectuado pela Câmara Municipal de Oeiras, reiterando a informação de que a abertura ao público terá lugar apenas a partir do dia 12 de Maio, em horário a anunciar:

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Numa nova caminhada que fizemos pelos espaços diferenciados da Estação Agronómica Nacional, em Oeiras, muito nos apraz registar o afã verificado na aparente recuperação daquele imenso e magnífico espaço, até ontem padecendo do infelizmente costumeiro menosprezo pelo nosso património por parte das entidades sob tutela de quem se encontram.

A Câmara Municipal de Oeiras, no seguimento de várias iniciativas junto da tutela, parece ter encontrado uma via para inverter esse estado de degradação e, assim, sendo, colhe o nosso apoio na iniciativa que constituirá, sem dúvida, uma marca distintiva em prol dos munícipes de Oeiras, bem como de quem quer a visite.

Aqui ficam algumas imagens do ambiente geral, que fazem sempre a caminhada mais aprazível, bem como de algumas das áreas já libertas da vegetação desordenada que a envolvia, a desvendar os potenciais desenvolvimentos com que queremos contar.

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Com a devida vénia e por ser do maior interesse, transcrevemos a notícia divulgada por OLHARES DE LISBOA (https://olharesdelisboa.pt/camara-de-oeiras-ja-e-dona-do-convento-da-cartuxa/) referente ao envolvimento da Câmara Municipal de Oeiras na recuperação do Convento da Cartuxa.

Será de relembrar, a este propósito, o empenho também da Espaço e Memória na chamada de atenção para a Cartuxa e a necessidade da sua preservação e valorização patrimonial e de seu estudo histórico e artístico, patente no Colóquio e iniciativas realizadas por ocasião dos 400 anos da Cartuxa de Laveiras (em 2014) e os estudos publicados no n.º 2 da nossa Revista – que relembraremos aqui, a breve trecho.

Eis o artigo:

«O antigo convento em Caxias vai ser transformado em centro de arte contemporânea, com residências para artistas, anunciou o presidente da Câmara de Oeiras, durante a cerimónia de cedência do convento da Cartuxa. A ministra da Justiça considerou que este ato é exemplar da coordenação entre o poder central e local.
Finalmente, após vários anos em que a Câmara Municipal de Oeiras tem manifestado, reiterada e sucessivamente, a sua preocupação pelo estado de degradação e abandono em que se encontra o conjunto edificado da Igreja, Convento da Cartuxa e construções dependentes, bem como das suas áreas verdes, foi hoje assinado o protocolo de cedência deste património histórico à Câmara de Oeiras.
De facto, a assinatura do auto de cedência aconteceu esta manhã na Igreja da Cartuxa, em Caxias, com a presença da Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem. Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, que aproveitou a presença de uma ministra para dizer que as Câmaras são capazes de gerir o património do Estado, anunciou que o Município vai investir cerca de 7,5 milhões de euros na recuperação integral daquele património abandonado pelo Estado há 30 anos.

A Câmara de Oeiras, recorde-se, chegou a acordo com Estado, em meados de dezembro, para reabilitar o Convento da Cartuxa, numa concessão de 42 anos e um investimento que ronda os 7,5 milhões de euros. O objetivo é dar a dignidade merecida àquele conjunto patrimonial histórico e colocá-lo à fruição pública.
Apontando esta quarta-feira como «um dia de júbilo», porque a Câmara de Oeiras já tem oficialmente as chaves do antigo convento e da quinta, e elogiando Francisca Van Dunem por ter tomado este «ato político de extrema relevância», Isaltino Morais considerou que «não é admissível que este património tenha estado aqui abandonado durante 30 anos».

O acordo agora assinado entre a câmara, a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças e o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos de Justiça prevê a transferência dos 12,4 hectares da antiga Cartuxa para o município por um período de 42 anos, o que levou o autarca a questionar a ministra. «Porque é que não é sem prazo?», insurgiu-se Isaltino, salientando que «isto diz muito da organização do Estado. Ainda há alguma desconfiança do Estado central em relação ao Estado local».

A ministra, que tomou a palavra a seguir ao autarca, fez questão de salientar que «o processo agora selado é exemplar da coordenação virtuosa entre o poder central e local», balizando as responsabilidades futuras: «Fica nas mãos da autarquia a que V. Exa. preside este lugar, que foi e é um lugar de culto, de revolução educativa, de cultura. Que a Câmara de Oeiras cultive e desenvolva este espaço como o espaço merece.»
A ministra lembrou que o antigo convento ficou abandonado a seguir à expulsão das ordens religiosas, em 1834, e que durante o século XX foi sobretudo usado como reformatório, onde se promoveu «uma revolução educativa» que deixou marcas no sistema penal português, salientando que o responsável, a partir de 1903, pela antiga Escola de Correção de Caxias, instalada no Convento, o padre António de Oliveira, foi um dos pais da «lei da proteção de menores», que deu origem ao atual Tribunal de Menores.

O Convento da Cartuxa em Oeiras e o de Évora são os únicos conventos cartuxos portugueses. O que fica no concelho, foi fundado no séc. XVII. O primeiro templo terá sido destruído quando foi feita a ampliação do convento em 1736. A igreja, com fachada de calcário, abre para uma missa aos domingos ao meio-dia.
Com mais de 400 anos de história, o Convento da Cartuxa está devoluto há vários anos, à exceção da igreja desenhada por Carlos Mardel no século XVIII, lamentou a ministra Francisca Van Dunem, adiantando que esta Quinta «constitui um importante património histórico, cultural, arquitetónico e paisagístico, de valor inestimável».
A Quinta da Cartuxa, refira-se, está localizada nas proximidades do Palácio da Quinta Real, em Caxias, e dela fazem parte o conjunto edificado do século XVII, que corresponde ao antigo Convento, Igreja, Claustro e dependências.

Ato de cultura


Do ponto de vista do presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, o acordo hoje firmado traduz-se num «ato de Cultura da maior relevância e que diz respeito a todo o país», porque é garante de que vamos cuidar para transportar este legado, esta História e esta Cultura para as próximas gerações», justificou.

Para o autarca, representa também um «ato político de extrema importância» e que permite «tirar algumas lições», nomeadamente sobre o Estado Central.
«Há que desburocratizar. É inadmissível que este património estivesse aqui abandonado por 30 anos», sustentou Isaltino Morais, lamentando que o Estado tenha deixado esquecer este património, mas reconhecendo este ato positivo, com elogios à Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, que marcou presença na cerimónia.
Além do investimento na recuperação do património, o projeto previsto na reabilitação da Quinta da Cartuxa prevê a criação de um Centro de Arte Contemporânea, com um programa de atividades ligadas à Arte e que inclui uma residência para artistas. A pensar na candidatura de Oeiras a Capital Europeia da Cultura 2027, o antigo convento e as muitas dependências construídas ao longo dos anos servirão de casa a uma companhia de dança, terão auditórios e espaços multiusos, servirão para residências artísticas, exposições e espetáculos.

Obras no valor de 7,5 milhões

Os primeiros trabalhos têm um orçamento a rondar os 7,5 milhões de euros e destinam-se a recuperar o património edificado, quer a igreja setecentista desenhada por Carlos Mardel, quer as antigas celas conventuais e os dois claustros. Segue-se depois a sua transformação em pólo cultural, o que deverá ocorrer no prazo de quatro anos.
O presidente da Câmara Municipal de Oeiras associou ainda o momento de hoje à aquisição da Estação Agronómica, também cedido pelo Estado ao Município há pouco mais de um ano, como «alavancas determinantes» na candidatura de Oeiras a Capital Europeia da Cultura em 2027.

«Não sei se vamos ganhar, mas não tenho dúvidas que, agora com a posse da Quinta da Cartuxa e da Estação Agronómica, vamos ter a melhor candidatura do país», concluiu.Em dezembro de 2019, a autarquia tinha avançado que já haveria três propostas para uma concessão de 50 anos do Paço Real de Caxias. O Grupo Hotéis Turim ganhou a corrida e vai agora construir um hotel com 120 quartos, ficando a autarquia de Oeiras responsável pela manutenção e conservação do jardim, bem como da cascata e esculturas.
A assinatura deste Auto de Devolução e Cedência do Convento surge na sequência do interesse manifestado pelo município, que pretende utilizar o património para prolongar a zona de fruição pública que abrange os jardins adjacentes à Quinta Real de Caxias.

Com efeito, o Ministério da Justiça, em articulação com o Ministério das Finanças, «desenvolveram as diligências necessárias à definição das condições que vieram a consubstanciar-se no acordo agora celebrado, e nos termos do qual o conjunto patrimonial localizado na Quinta da Cartuxa é devolvido pelo Ministério da Justiça ao Estado e subsequentemente cedido ao Município de Oeiras pelo prazo de 42 anos», pode ainda ler-se.

De salientar que esta cedência, autorizada pelo Ministério das Finanças, tem como contrapartida a obrigação de realização pelo município de obras de requalificação e restauro, no valor de cerca de 7 milhões de euros. No final daquele prazo, o imóvel e todas as construções e benfeitorias revertem para o Estado.»

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