Com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras, decorreu, em 13 de Agosto uma visita guiada, organizada pela Espaço e Memória, ao Salão Nobre e à Capela do Palácio do Marquês do Pombal com José Meco, visita que se documenta com estas imagens.
Dia 29 de Julho, com recepção às 18h00 e início da sessão às 18h30 (mediante inscrição através de geral@espacoememoria.orgpara quem deseje participar pela primeira vez), uma nova edição do Clube de Leitura “TRINTA” – Livros e letras em conversa partilhada, sob coordenação de Fátima Camilo e Helena Duarte.
Quando: Todos os meses, ao dia 30
Horário: 18:30h
Duração das sessões : 1:30h
Onde: Casa da Malta – Rua dos Lagares da Quinta – (Frente ao estacionamento do Centro de Saúde de Oeiras)
Evento gratuito
Inscrição: por email – geral@espacoememoria.org Objectivo:
Fazer do livro um amigo de todas as horas Criar hábitos de leitura – 30 minutos diários Incentivar encontros de leitores Promover a leitura e a escrita
Coordenação: Fátima Camilo e Helena Duarte
Nota: As datas e horas agora anunciadas podem ser alteradas e ou ajustadas. Será sempre feito aviso prévio aos participantes inscritos, caso tal se verifique.
No próximo dia 19 de Julho, na sede da Espaço e Memória (Rua dos Lagares da Quinta, em Oeiras), com recepção a partir das 17h30 e início da sessão pelas 18 horas, Carlos Castilho Pais falar-nos-á da Comunicação nos Descobrimentos Portugueses. Dando a palavra ao autor:
«Após breves considerações sobre o título e o âmbito desta palestra, trataremos dos seguintes temas, procurando sempre ajustá-los à linha temporal na qual se desenvolveram os Descobrimentos e a Expansão:
– a necessidade de comunicação com o outro;
– o uso de formas rudimentares de comunicação;
– o recrutamento do ‘língua’ (intérprete).
De seguida, tentaremos identificar os principais protagonistas da comunicação na África, na Ásia e no Brasil durante o período dos descobrimentos portugueses (1445 – 1578), descrevendo, sempre que possível, as suas origens, o trabalho realizado por cada um, bem como outros serviços que prestaram e a quem os prestaram.»
Alguns dados curriculares de Carlos Castilho Pais:
Doutor em Estudos Portugueses, Carlos Castilho Pais foi professor em estabelecimentos do Ensino Secundário, do Ensino Politécnico e do Ensino Universitário, do qual é jubilado. Tem dedicado a sua actividade científica – publicada em Portugal e no estrangeiro (Espanha, França, Brasil) – ao estudo da comunicação em geral, da literatura e da tradução. Foi o primeiro presidente da Associação Ibérica de Estudos de Tradução e Interpretação (AIETI) e fez parte do conselho editorial de algumas revistas sobre tradução. Fruto da sua actividade científica sobre a tradução, publicou, entre outras obras, as seguintes:
Teoria Diacrónica da Tradução Portuguesa – Antologia (Séc. XV-XX), Lisboa, Universidade Aberta, 1997;
Apuntes de Historia de la Traducción Portuguesa, Valladolid, Editorial Universidad de Valladolid, Vertere, 2005; – Em Português, Crónicas sobre Tradução/In Portuguese, Chronicles about Translation, Lisboa, Colibri, 2019. Carlos Castilho Pais tem-se dedicado também ao estudo e escrita da poesia e coordena a revista (online) PoesiaPlural. São da sua autoria as seguintes obras:
Descolonização (poesia), 2016;
A la luz de la flor del Almendro/ À luz da flor da amendoeira (em parceria com Gregorio Muelas Bermúdez), (poesia), 2017;
Uma desassombrada e assertiva opinião da nossa associada e presidente do CPAS – Centro Português de Actividades Subaquáticas, Margarida Farrajota, sobre a Conferência dos Oceanos que decorreu recentemente em Lisboa, sob a égide das Nações Unidas e o apoio dos Governos de Portugal e do Quénia:
Apesar da intensa agenda mediática verificada durante toda a semana, dos inúmeros discursos interventivos, das muitas manifestações de interesse, das interessantes comunicações científicas, das habituais promessas e intenções, para uma resolução da situação em que se encontra o OCEANO, o espírito da Conferência revelou desde logo, falta de unidade na liderança estratégica face a uma expectativa na resolução efectiva e conjunta dos inúmeros intervenientes políticos que nela participaram. Sinónimo disso é o facto de, após 17 anos de discussões e 7 de negociações, a conclusão ainda transitar para o próximo encontro a decorrer em Nova York em Agosto, com o Tratado das Nações Unidas para a Biodiversidade Marinha e se para tal houver então vontade política que produza acções vinculativas e não meras intenções, como tem acontecido. Entre os objectivos incluídos nesse Tratado está a meta “30X30”, ou seja, 30% de Proteção dos Ecossistemas Marinhos em 2030. Contudo, ela só será aprovada na 15ª Conferência no Canadá a realizar no final deste ano, no seguimento do Tratado Internacional formalizado em 1992. Mas, para haver essa Proteção dos Ecossistemas, é necessário saber o que se pretende proteger e garantir de forma eficaz a gestão, o financiamento e a fiscalização das áreas protegidas – não só no papel. Entretanto, 11 milhões de ton. de plásticos, que representam 85% do lixo marinho, acabam todos os anos no Oceano. E, se nada for feito, esse número terá duplicado em 2030! A questão é, portanto, saber para quando a elaboração de um Tratado Internacional juridicamente vinculativo e que regule o ciclo de vida dos plásticos. Se na 5ª Sessão da A. G. das Nações Unidas para o Ambiente, realizada há mais de um ano, foi dada luz verde nesse sentido, porque não está ainda a ser implementada tal medida e porque não se aproveitou esta ocasião em Lisboa para atingir tal objectivo? Mas, as contradições não se ficam por aqui. Ao mesmo tempo que os Governos apoiam a realização do Tratado Internacional, continuam no entanto a financiar os produtores de combustíveis fósseis… ou ainda, a pretenderem a mineração nos fundos oceânicos, cuja moratória não foi sequer abordada em Lisboa, o que contraria a extensa discussão sobre a mitigação das actividades humanas face à preservação da biodiversidade dos ecossistemas marinhos versus Economia Azul. Quanto a Portugal – representando a ZEE portuguesa mais de 40 vezes o território nacional, o Ministério do Mar deixou contudo de estar autonomizado (aliás desde a década de 80 que tem sido alternadamente ora criado, ora extinto consoante os Governos, como aconteceu agora ou em 1995 no Governo de António Guterres), o que só por si revela um desinvestimento inexplicável do Estado português face aos objectivos, compromissos, gestão e ambições, sobre tão vasta área marítima. Além disso, ao promover a relação Clima-Oceano como prioridade da sua política externa, o Governo português tem por finalidade atingir a neutralidade carbónica em 2050, ou seja enveredar por uma economia azul sustentável, no curto prazo. A expectativa para que a Declaração de Lisboa (já por si elaborada previamente a esta Conferência…) pudesse representar uma decisão política vinculativa para os Estados, empresas, instituições financeiras, fundações e outras entidades relevantes, dissipou-se por completo, uma vez que não apresentou compromissos ou soluções concretas e vinculativas. Perante as limitações da Declaração de Lisboa, vem-me à lembrança a fórmula tantas vezes usada pelo biólogo marinho, cientista, oceanógrafo, investigador e nosso querido amigo Dr. Mário Ruivo, sobre o desenvolvimento sustentável do Oceano – Uma Utopia Útil!
Com a colaboração da Direcção de Faróis e os apoios da Câmara Municipal de Oeiras e da Junta de Freguesia de Oeiras e São Julião da Barra, contando com o excelente desempenho da empresa Aquastart, nossa parceira nesta edição das visitas ao Forte de São Lourenço da Cabeça Seca (Farol do Bugio), e tendo como guias, no local, os historiadores Joaquim Boiça e Fátima Barros, cumprimos mais um episódio desta porfia que há muitos anos perseguimos, de divulgação deste incontornável património da barra do Tejo.
Nos dias 02 e 09 de Julho, mais de cinco centenas de visitantes tiveram, assim, a rara oportunidade de conhecer de perto, com qualificada informação e a maior segurança possível este ex-libris de Oeiras, da barra do Tejo e da cidade de Lisboa.
Operação sempre de delicada e complexa organização e execução, pelas próprias características do local, apraz-nos pois registar mais este objectivo bem sucedido de divulgação do património oeirense, da nossa História e, afinal, da nossa Cultura.
Os nossos agradecimentos a quem ombreou connosco nesta iniciativa e a quantos puderam corresponder-lhe, participando nela de modo tão interessado quanto cívico.
2026-07-24 - No âmbito das celebrações do Dia da Arqueologia em Portugal, a Câmara Municipal de Cascais apresenta o livro "A Presença Romana em Cascais: Um Território da Lusitânia Ocidental", uma obra da autoria de Guilherme Cardoso e José d’Encarnação, que revela a relevância histórica e arqueológica do concelho no contexto da antiga Lusitânia.
Esta iniciativa terá lugar a 24 de julho de 2026, pelas 18h, no Centro de Interpretação do Espaço Rural instalado no Casal Saloio de Outeiro de Polima, no Largo do Chafariz, em Outeiro de Polima.
Resultado de décadas de investigação e estudo do património local, esta publicação conduz o leitor numa viagem desde os tempos proto-históricos até ao período tardo-romano e visigodo, dando a conhecer as "villae", os modos de vida, as atividades económicas, as práticas religiosas e funerárias e a integração deste território no mundo romano.
Através de uma abordagem rigorosa e acessível, enriquecida com fotografias e ilustrações, o livro destaca a riqueza arqueológica de Cascais e sensibiliza para a sua preservação. Mais do que uma obra de referência, é um convite à descoberta de um legado que continua presente na identidade e na paisagem do concelho.Mais informações: 214 825 210 (chamada para a rede fixa nacional) | em dias úteis das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. Organização: Câmara Municipal de Cascais
Comentários recentes